<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198</id><updated>2011-10-29T16:27:22.296-02:00</updated><title type='text'>Cartas Élficas</title><subtitle type='html'>Bem vindo, leitor.

Este blog trata-se de um local onde serão colocadas histórias, contos e crônicas escritas pela equipe.

Sinta-se à vontade para comentar e enviar e-mails a qualquer autor.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-9115769161448337049</id><published>2008-08-04T00:38:00.005-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:33.281-02:00</updated><title type='text'>Retorno?</title><content type='html'>Bem, não acredito que alguém leia isso ainda, mas lá vai. Estarei continuando a história de onde ela parou, não necessariamente será postada aqui, é algo que ainda não decidi. É um gasto de tempo além de escrever postar os textos e moderar o site. Portanto fica vago se os textos futuros serão postados ou não, mas de fato escreverei. Caso alguém leia isso e tenha interesse em continuar a leitura basta me enviar um email em &lt;a href="mailto:cartaselficas@gmail.com"&gt;cartaselficas@gmail.com&lt;/a&gt; ou postar um comentário sobre esse post, nesse caso vou enviar os textos assim que prontos em retorno ao email enviado. Deixe claro o email que deverá receber o texto em anexo, e chequem a caixa de lixo eletrônico pois o email pode aparecer por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço a você leitor, que provavelmente não existe. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/SJZ7vX9MuGI/AAAAAAAAAEw/N3RY39zIVWk/s1600-h/AAA+-+sign+06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/SJZ7vX9MuGI/AAAAAAAAAEw/N3RY39zIVWk/s400/AAA+-+sign+06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230504071052179554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-9115769161448337049?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/9115769161448337049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=9115769161448337049&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/9115769161448337049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/9115769161448337049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2008/08/retorno.html' title='Retorno?'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/SJZ7vX9MuGI/AAAAAAAAAEw/N3RY39zIVWk/s72-c/AAA+-+sign+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-6414071792041868469</id><published>2007-09-10T15:45:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:33.434-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br&gt;Interlúdio pra quebrar o clima, curtinho e divertido. &lt;a href="http://www.geocities.com/elfoagwan/INTERLUDIOI.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Donwload&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; pra fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RuWTEyxniEI/AAAAAAAAAEU/CbuJOupSv5g/s1600-h/AAA+-+sign+06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RuWTEyxniEI/AAAAAAAAAEU/CbuJOupSv5g/s400/AAA+-+sign+06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108651062880340034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Interlúdio I - Nascido na escuridão e do vento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Há algumas semanas antes do encontro inesperado numa terra distante em um quarto perdido numa torre dentre inúmeras de um castelo há tempos esquecido, o vento novo do outono soprava as cortinas rasgadas daquele que um dia foi abrigo de um líder poderoso e meticuloso. Mas não havia mais nada da antiga glória que um dia abrigou aquela parte do castelo hoje conhecido por uma população seleta daqueles que se denominavam e eram conhecidos como Os Arcanos do Norte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O quarto abandonado, nesta noite, abrigava uma jovem donzela, com uma idéia fixa em mente: poder. Ela seria importante no destino de muitas vidas no futuro, e talvez se ela soubesse disso não tivesse tanto sucesso. O vento que entrava pelo buraco onde antes fora uma janela não fazia apenas as cortinas velhas, desbotadas e rasgadas dançarem. A jovem vestia uma capa na cor púrpura escurecida e não fosse o capuz que lhe encobria os longos cabelos negros e serpenteantes, estariam dançando no mesmo ritmo caótico comandado pelo vento. Seus olhos brilhavam a observar os gestos que suas mãos faziam encobertos pela escuridão, brilhavam porque entre seus dedos saltitavam globos luminosos, e deles fagulhas brancas do que alguns chamavam de Essência da Magia. Uma feiticeira. Arcano do Norte. Anotações estavam apoiadas sobre suas coxas, por debaixo dos movimentos de suas mãos e dos globos, que iluminavam vagamente o restante do quarto. Inteiramente empoeirado e arruinado. Sentada sobre os calcanhares, silenciosa como um gato a espreitar, brincava com os globos de luz que brotavam de seus dedos como um aquecimento para o que estava por vir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Com um gesto as esferas luminosas se soltaram no vento, e participaram de sua dança do caos, iluminando lugares esquecidos. A jovem rabiscou com o dedo sobre a pedra fria do piso, um dia aquecida por um nobre tapete estampado. Gerou símbolos desconhecidos pelo mundo dos mortais: estrelas de sete, nove e tantas numerosas pontas, runas e letras em alfabetos esquecidos. Bastava-lhe encontrar o que viera procurar para prosseguir, algo que talvez não encontrasse. Algo que fez com que ela se arriscasse em ser expulsa do castelo por se esgueirar em áreas proibidas. Paredes que viram e ouviram coisas inimagináveis, perdidas. Palavras sopradas aos ventos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sem pisar em seu desenho de dedo feito na poeira, caminhou lentamente pelos arredores do quarto, buscando com os olhos e tateando as paredes, na esperança de encontrar aquilo que faria sua solidão acabar. Sentou-se sobre a cama, que se espatifou. Não por ser pesada, ela era uma jovem esbelta e considerada até mesmo magra pelos mais exigentes, a cama estava com sua estrutura apodrecida. Não só o vento, mas também por muito tempo a chuva entrava sem pedir naquele lugar. Fez-se muito barulho. Seu coração batia forte, poderia ser descoberta infringindo as regras. O que não era exatamente inesperado para muitos de seus instrutores. Procurava sem êxito uma folha entre as muitas entre suas anotações que estavam próximas, no chão seguras com um peso de papel improvisado com o resto de algum móvel. Algo que pudesse ajudar a ocultá-la, mas não teve êxito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sua respiração cessou, escutava passos. Fechou os olhos e esperou pelo pior, silenciosamente os passos caminhavam para a proximidade. Piso a piso sua respiração era intimidada, e seu coração ficava com toda a carga de trabalho que os pulmões rejeitaram. Os passos estavam à porta, chegou a hora. Ela se ajoelhou e fechou os olhos, largando as anotações pelo chão empoeirado. Normalmente os passos seguiram, subindo as escadas além, para o nível superior. Ainda mais proibido. Por sorte, ela não era tão curiosa e tinha a mente ocupada com outras coisas no instante, caso contrário seguiria os passos, e descobriria quem chegava àquele lugar, e para que. Talvez o nome certo fosse sorte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sua respiração aliviou-se com uma expiração longa, estava ofegante ajoelhada com as mãos ao chão. Foi quando viu saltitar com o sopro de sua respiração uma pena branca. Sorriu e seus olhos brilharam mais do que os globos poderiam mostrar. Encontrou o que procurava naquele quarto abandonado. Com um toque tentou segurar a pena, que por um instante saltitou para o lado. Mordeu os dentes e lentamente foi até a pena, segurando-a gentilmente pela raiz. Era pequena e branca como a neve, tão branca quanto as fagulhas que saíam das esferas luminosas da feiticeira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Suavemente passou a pena, por capricho, pelos desenhos que fizera na poeira do chão. Agora a deitou sobre o centro da maior estrela que desenhou e levantou-se imponente, desfazendo seu sorriso em uma expressão séria. Com um gesto de suas mãos as esferas reluzentes em espiral se concentraram em suas mãos, fechou-as e como se espremesse a uma fruta esmagou as esferas, que derreteram para formar um caldo alvo brilhante, que escorria por entre suas mãos direto em direção aos desenhos. Pingava e escorria preenchendo os desenhos até o limite da poeira, sem ultrapassá-lo. Logo em seguida a jovem, com o restante de tinta em suas mãos, marcou sua face que agora brilhava com tinta de pó de estrelas, formando algo que lembrava uma borboleta onde cada palma de mão seria uma de suas azas e seus olhos desenhados nelas. Proferiu palavras para o vento ouvir, e houve resposta. Seu corpo suavemente levantou-se do chão, e seu capuz foi jogado para trás, abriu os braços sobre o comando do vento, e de olhos fechados soltou os cabelos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Uma luz pálida e azulada escorreu por entre sua boca aberta, como um fantasma a sair de seu corpo e voou. Rodopiou e dançou pelo quarto até encontrar-se com os desenhos. A aparição sorriu, e lançou-se nas estrelas do chão. Que agora voavam por todo o quarto, como se formassem na escuridão as estrelas do céu em um desenho de padrões astrológicos. A borboleta que habitava o rosto da jovem voou também, em direção à janela e ali pousou. Foi quando toda explosão de estrelas e runas, e ditos indescritíveis espiralaram e serpentearam como embarcações num maremoto, até tocarem o profundo oceano, e se extinguirem. Restando apenas a livre borboleta em sua janela. Recém saída de seu casulo corpóreo. Brilhante como a luz das estrelas, e com um leve bater de asas extinguiu toda a folia do vento. Sem sair de seu posto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A jovem recobrou a consciência e tudo que pode ver foi uma borboleta brilhante rodeada por fagulhas e pó de estrelas numa noite sem luar. Ela esticou o braço, tentando alcançá-la com o dedo indicador e caiu no chão. Recompôs-se e continuou de onde havia parado. E ao tocar o ser celeste ele se desfez em um monte de poeira, que imediatamente foi soprado pelo vento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não funcionou – disse desapontada pela janela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;E o vento respondeu. Respondeu com gargalhadas em forma de soprões e vendavais menores. Chiados que o vento faz ao raspar pelas telhas ou pelas árvores de outono, todos ao mesmo tempo. E ela entendeu, conhecia a língua do vento. E sorriu. Virou para trás e viu a poeira rodopiar em volta de um único ponto de onde vinham os sons.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Agora só preciso saber onde esconder você!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;E assobiou como o vento, virando-se de volta à janela e olhando para o céu sem lua, com um sorriso. De onde achava que teria vindo sua borboleta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-6414071792041868469?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/6414071792041868469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=6414071792041868469&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/6414071792041868469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/6414071792041868469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2007/09/interldio-pra-quebrar-o-clima-curtinho.html' title=''/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RuWTEyxniEI/AAAAAAAAAEU/CbuJOupSv5g/s72-c/AAA+-+sign+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-8610237603366797310</id><published>2007-09-04T18:28:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:33.588-02:00</updated><title type='text'>Parte III – Fogo e fumaça, brasas e cinzas, ossos e carne</title><content type='html'>E aqui estamos nós novamente. Agora pra finalizar o primeiro capítulo com vocês a parte três. Pra quem quiser estarei disponibilizando um arquivo em PDF com todo o conteúdo do primeiro capítulo, basta fazer o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/elfoagwan/CAPITULOI.pdf"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Download&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;e possuir o Acrobat Reader instalado no computador.&lt;br /&gt;E boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/Rt3OqyxniDI/AAAAAAAAAEM/XSIEo5Roa1M/s1600-h/AAA+-+sign+06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/Rt3OqyxniDI/AAAAAAAAAEM/XSIEo5Roa1M/s400/AAA+-+sign+06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106464787087722546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Capítulo I&lt;br /&gt;Parte III – Fogo e fumaça, brasas e cinzas, ossos e carne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;    Golias marcava profundamente com seus passos o solo da estrada de terra que descia e subia entre as colinas após os limites do bosque. O cavaleiro imponente montado em suas costas fazia jus ao imponente barulho que faziam seus cascos a cada impacto com a terra batida. Logo atrás vinha Robin, com um sorriso avassalador em sua face. Empolgação era a palavra que melhor se encaixava ao estado de espírito do garoto naquele instante. A partir de agora nada mais de folhas secas e frutas vermelhas de arbustos espinhosos. O bosque já estava distante de sua visão, encoberto pelas colinas, e além o horizonte desconhecido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;    Algumas questões percorriam a mente de Duncan. De olhos fechados por debaixo do elmo, seguia por último na fila que faziam com o guia élfico à frente, deixava que sua montaria prosseguisse sem ordens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;    - Diga-me, amigo elfo. Mais cedo, comentou sobre encontrar reforços na Academia de Ailwyn. Acha mesmo que recém formados poderão ser de ajuda? Lembro-me de você ter falado que as habilidades do novato talvez não o fizessem capaz de sobreviver. Acredita mesmo que lá poderá haver força capaz de alguma ajuda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;    Com um sorriso, respondeu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Nobre guardião, a ajuda que encontrará em Ailwyn não vem de lá, e nem de terras élficas. Assim como você. Sua espada e armadura reluzente são muito poderosas, mas existem situações que você não poderia lidar. Eles certamente serão de grande auxílio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Eles? – perguntava Robin.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Serão dois, eles vem de longe. De lugar mais distante que vocês, não tiveram contato pessoalmente comigo nenhum deles. Nem ao menos os conheço. E nem precisa me perguntar se são renomados heróis ou coisa do gênero. São dois jovens, – antes que o novato pudesse dizer algo ele se adiantou – mas não tão jovens quanto seu protegido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sir Duncan se fechou, ainda sonolento, abaixando a viseira de seu elmo e silenciando-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;As colinas terminavam e além da estrada encontrava-se uma trilha, pequena e apagada, que penetrava uma planície encoberta de vegetação e rochas. A planície à frente encontrava-se tingida completamente em um mar de tons verde e amarelo. Uma imagem belíssima iluminada com o sol da manhã que aquecia os corpos dos três viajantes. A grama alta dançava com o vento que soprava na mesma direção em que eles seguiam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O elfo encontrava-se imerso até pouco acima da cintura pelo mar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;formado de grama, e não demonstrava nenhum sinal de preocupação ou desconforto com a situação ou por estar acompanhando os dois cavaleiros a pé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Veio de tão longe aos passos, Kilaron? – Perguntava o nobre tentando quebrar o silêncio, gerado pela bela visão da planície pela manhã, que permaneceu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Demoraria mais do que gostaria se tivesse percorrido tudo sem uma montaria, mas de Ailwyn até aqui segui a pé, sim. – respondia o elfo aos pulos e saltos por entre a grama seca e amarelada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Você poderia montar com um de nós e chegaríamos mais rápido. – disse o jovem garoto, sedento de emoções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não, não acho uma boa idéia. Se quiserem podem seguir em frente, conseguem chegar lá no fim da tarde se mantiverem um bom ritmo de cavalgada. São poucas as oportunidades que tenho de vir para esses lados fora da floresta. Vou aproveitar o toque da grama e do sol. Mas se tiverem pressa, podem seguir até o Entreposto. Encontro vocês lá em dois ou três dias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Apesar de toda a euforia que arremetia os dois cavaleiros, sabiam que de qualquer forma teriam que seguir o ritmo do elfo, e como mal haviam dormido na noite anterior após todo um longo dia de práticas de batalha e exercícios aeróbicos, seus corpos agradeceriam a um ou dois dias de descanso em algum lugar confortável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Como quiser elfo, estaremos reunidos novamente nos próximos dois dias. Fique em segurança! – e soltou uma risada. Afinal de contas que ameaça poderia haver durante esse pequeno caminho e nesse lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Divirta-se! – gritou Robin enquanto partia em uma corrida seguindo a pequena trilha quase toda encoberta pela vegetação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O elfo apenas acenou, enquanto caminhava e subia em uma ou outra rocha. Apreciando a paisagem. Robin deu um grito jovial e logo ultrapassou o cavaleiro ancião e seu poderoso cavalo com sua égua branca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Percorreram boa parte do caminho pela manhã. Vez ou outra a grama próxima ou não tão distante se movia com algo a rastejar por debaixo de sua cobertura, Duncan apressava o passo antes que o novato pudesse notar. Seus olhos não perderam a capacidade e o treinamento mesmo após tantos anos retidos no luxo de sua fazenda. A ausência de Kilaron por alguns instantes incomodou o nobre, já o garoto não fazia questão alguma de pensar ou deixar de pensar no elfo, não tirava os olhos do horizonte e de tudo que o rodeava. Começava a partir daquele instante a viver sua própria vida, e sentia-se bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Logo sentiram fome, e cansaço, o dia anterior havia sido realmente muito duro com seus corpos. Era necessário descanso e alimentação. Duncan prontificou-se a achar uma rocha em que pudessem sentar-se e comer a deliciosa torta que Martha havia preparado aquela manhã, infelizmente não estava tão quente e elevando aquela fumaça de odor peculiar que pode causar a fúria em um homem faminto se não for capaz de comer uma de suas fatias. Sentaram-se em uma rocha em forma de tabuleiro e comeram vorazmente, sem tempo ao menos de conversar e com pouco tempo para respirar enquanto comiam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Após a refeição conversaram durante alguns instantes e Duncan explicou ao novato alguns detalhes sobre as dificuldades na planície, que poderiam fazê-lo sobreviver por mais tempo caso ficasse perdido ou sozinho naquela região. Robin se mantinha atento e levava os ensinamentos de Duncan mais a sério, agora não era mais simplesmente ao redor de um bosque calmo em uma fazenda, o horizonte era o limite a ser alcançado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O sol se punha quando ao longe uma mancha cinza erguia-se no horizonte. Como uma cobra serpenteando e subindo ao alcance das estrelas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Duncan estava confuso, e Robin curioso. Subitamente o nobre desembainhou sua espada de mão e meia, que subiu com um giro no ar por sobre sua cabeça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Prepare-se, novato. É a prova de fogo. – dizia o nobre enquanto fechava o elmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Prova de fogo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Um incêndio, e dos grandes. Deve ser no Entreposto. Não espere por hospitalidade! – empinou seu cavalo imponentemente como não fazia há tempos e partiu em uma corrida, lançando-se em direção às chamas distante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Mesmo sendo mais rápido que o nobre o novato não fez questão alguma de ultrapassá-lo. Seguia-o em formação à sua direita, com a mão na empunhadura de sua espada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Percorreram a planície até uma estrada de chão batido e já podiam ver a grande construção de madeira de três andares queimar como um pilar de chamas, um verdadeiro inferno. Via-se a silhueta de cavaleiros montados ao redor, com tochas à mão, arremessando-as no interior da velha taverna pelas janelas. Pensamentos sobre o iminente combate e medo enchiam a mente do jovem Robin. Duncan por outro lado se preocupava com as origens daquilo. Quem faria aquilo e por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Era um Entreposto comercial para os que entram na floresta e os que seguem ao norte para as cidades nas Colinas Vermelhas até o Reino de Argenrum, berço da raça dos anões. Não era um lugar militarizado e habitavam apenas viajantes e mercadores que paravam ali para descansar e reabastecer suas provisões. Não oferecia perigo a ninguém. A não ser que esse repentino ataque não tivesse nada haver com a situação do lugar, mas sim de algo ou alguém que estava ali no momento presente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Flechas incendiadas eram lançadas até o teto do estábulo que começava a pegar fogo. Muitas caravanas e carruagens estavam estacionadas nos arredores, e os cavalos dentro do estábulo faziam um barulho perturbador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Alguns combatentes tentavam uma luta em vão contra os poderosos saqueadores, os mortos só aumentavam em quantidade com a tentativa de confronto direto. A grama estava manchada de vermelho, e logo as cinzas começavam a preencher o ar ao redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Aproximavam-se do lugar, ficava ao centro de uma bifurcação da estrada, vinham do leste e havia dois caminhos a partir desse, um para oeste e outro para o norte. Podiam sentir o calor da madeira velha e ressecada queimando e viam pessoas correndo e sendo erguidas por apenas uma das mãos dos cavaleiros e suas grandes montarias. Alguns cavalgavam enquanto arrastavam pessoas pelos braços ao redor da grande fogueira que se tornava o Entreposto, e os lançavam para dentro do estábulo &lt;st1:personname productid="em chamas. Duncan" st="on"&gt;em chamas. Duncan&lt;/st1:personname&gt; e seus olhos treinados contavam os inimigos e sabia ele que estavam em grande quantidade, talvez fosse uma dúzia deles ou mais. Suas montarias eram extremamente grandes o que assustava tanto quanto a força com que levantavam as pessoas que corriam para fora da construção ardente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A presença dos dois já não era mais segredo para os saqueadores. Um dentre eles enviou com um gesto dois outros em direção aos cavaleiros de túnicas negra e dourada, enquanto partia em direção às carruagens. Os combatentes vinham de encontro em uma investida ensandecida. Duncan não fez nada além de segurar seu escudo com muito mais força e posicionar-se contra o impacto, movimentou-se de modo a ficar entre os dois saqueadores que vinham emparelhados em sua direção. Robin estava em sua retaguarda e estava apavorado com a situação. Duncan não dizia uma palavra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Mais pessoas do que os saqueadores podiam controlar saiam da estalagem e alguns corriam para as caravanas ou em direção à planície procurando por abrigo enquanto seus companheiros de menor sorte eram lançados junto aos cavalos, em sua prisão ardente. Os saqueadores visavam os sobreviventes que tentavam combatê-los, e mais sangue era espalhado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Ao passo em que a distância entre as duas duplas diminua parte da verdade se revelou. Explicou-se tanto a força descomunal dos cavaleiros quanto as suas montarias. Eram centauros. Os rebeldes liderados por Baradysk atacavam o Entreposto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Saia daqui, novato. – ordenou o veterano de guerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Mas... Por quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Obedeça, não vai poder contra essas criaturas, te partiriam em dois com um golpe de suas armas. Observe e aprenda! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não vou deixá-lo sozinho, velho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Obedeça! – e com um movimento de sua espada no ar intimou os adversários a atacarem-no. – Se quiser, novato, vá até as caravanas e veja se consegue salvar alguém. Lá terá utilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Robin parou, e por um segundo pensou em desobedecer às ordens de Franz, lançando-se ao combate, entretanto para seu bem algo amenizou sua rebeldia. Caía uma nevasca de cinzas sobre a área. Tudo estava queimando agora, o fogo iniciou no gramado seco da planície e as pessoas ainda eram capturadas pelos centauros no Entreposto. Não havia mais pessoas tentando lutar, os centauros estavam apenas encarregados da destruição agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Os centauros vinham empunhando espadas ainda maiores que a do nobre em apenas uma das mãos. Riam e conversavam como se a vitória fosse certeza para eles. Sua pele marrom coberta por cinzas acabava onde deveria ser a cabeça de um cavalo, e dali começava o tronco de ser humano. Ambos maiores do que o normal. Os cascos batiam ritmados como um tambor antes do impacto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Em alguns instantes aconteceria&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a colisão. O leão esculpido no escudo do nobre rugia pronto para o combate. Poeira ficava para trás, cavalgando em uma grande velocidade. As cinzas caindo do céu ofuscavam o brilho da armadura de Duncan. A voz gutural dos centauros já estava nos ouvidos do nobre quando deu um brado e com um balanço de sua espada no ar ao passar por entre as criaturas derrubou o que estava a sua direita. Em cheio na altura dos ombros por dentro do braço, acertando-lhe o tronco enquanto ergueu a espada para partir o cavaleiro. Caiu com as patas dianteiras arrastando, como se de joelhos e então um baque surdo no chão confirmando sua queda. Ao mesmo tempo do seu lado esquerdo um grande impacto quase o derrubou de sua montaria, seu escudo agora estava terrivelmente amassado por um golpe que deixou uma cicatriz em seu leão e o tornou praticamente côncavo. O braço esquerdo de Duncan estava quebrado com o golpe, mas ainda estava vivo. E antes mesmo que pudesse pensar em dor girou com Golias a empinar desferindo um golpe, como por reflexo. Um corte vertical de sua espada no ar deixou o adversário gritando e sem a mão em que empunhava a espada. Foi o momento ideal para alcançá-lo em poucos trotes e por trás, com uma estocada nas costas, perfurar-lhe o coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Não muito distante dali, estava Robin. Desesperado, e grato por ter obedecido às ordens de Sir Duncan. O combate era impossível para ele, e talvez até mesmo para o veterano, que agora estava à porta do entreposto com o braço esquerdo pendurado como um pêndulo onde o escudo fazia o peso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Vendo a derrota de seus companheiros os outros centauros ao redor enraiveceram-se e estavam preparados para investir contra o cavaleiro enquanto os arqueiros entre os centauros preparavam-se para desferir uma rajada contra o cavaleiro. Os olhos do nobre buscavam Robin, agora muito próximo das caravanas comerciais. Tinha medo de não mais ver o garoto, os dois corriam grande risco. Se ao menos Kilaron estivesse com eles, o combate seria menos desigual. Cavalgava para o fim, mas ainda com esperança de derrubar dois ou três deles antes de sua morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Robin fazia o que foi ordenado a ele. Chegou à região onde estavam as carruagens estacionadas, muitas delas cobertas com lonas e carregando caixas de tamanhos variados. O barulho que faziam as chamas ao queimar a madeira e a carne dos mortos era encoberto por todo o som de combate e gritos de pavor das pessoas que tentavam sobreviver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Logo que passou a cavalgar por entre as caravanas tentou guiar-se pelos gritos e choros das pessoas próximas. Fazendo isso deu com um centauro de costas a amedrontar uma família de comerciantes que conseguira escapar do grupo que protegia a porta da estalagem. Ele segurava um grande porrete de madeira com uma das mãos e na outra uma garrafa de vinho, visivelmente retirada de uma das caixas quebradas da caravana que estava a seu lado. Gritavam e esperneavam os da família enquanto o monstro ria de forma pateta e quebrava pedaços de carruagens e caixas enquanto se aproximava deles. Como uma forma de tortura macabra, mostrando qual seria o destino deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Felizmente o centauro estava tão entretido com sua cruel diversão que não notou que por trás de si vinha lentamente o novato, a empunhar a espada com uma das mãos e o punhal de Kilaron na outra. Brisa era uma égua de habilidade e não eram, nem ela nem Robin, tão pesados quanto Golias e Duncan, o que fazia deles verdadeiramente mais silenciosos. Em um movimento acrobático Robin ficou de pé sobre Brisa, e quando estava próximo o suficiente saltou em direção ao centauro, agora à sua altura. Abraçou-lhe pelo pescoço com os braços, sua espada chegou a perfurar-lhe a barriga, mas o que realmente fez com que o centauro por reflexo acertasse com a garrafa na cabeça do novato foi o punhal, que perfurou o pescoço lateralmente. Um jorro de sangue saía pelo corte enquanto o centauro despencava com um grito seco e sem força.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Caíram os dois ao chão, o centauro desfalecido e Robin desmaiado por alguns instantes pela porrada na cabeça, que fazia encher seus olhos de sangue, escorrido pela testa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;As chamas dançavam ao vento acompanhando a grama da planície à música do desespero e gargalhadas guturais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Duncan se preparava para receber a rajada de flechas dos arqueiros que pararam de atirar nos sobreviventes para dar cabo do nobre. Acelerou o passo em direção dos atiradores, que eram um grupo de três. Esperavam que ele se aproximasse para infligir o golpe certeiro, nesse tempo acendiam as flechas no fogo incendiando-as. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Nas caravanas com uma criança a sacudi-lo, Robin acordou com a visão inteiramente vermelha. Deitado ao chão um senhor de idade o ajudava a levantar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Obrigado por salvar minha vida e de minha família, senhor. Nunca poderei pagar por sua bondade. – agradecia o velho comerciante em nome de seus três filhos e esposa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não gastem seu tempo com agradecimentos agora, vão para a grama alta e se deitem imóveis, assim não serão vistos. Vão nessa direção aonde não há centauros. – levantava-se apontando na direção segura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Brisa estava próxima e logo ele subiu novamente à sua montaria. Cavalgava o mais rápido que podia, tendo dificuldades de espaço entre as carruagens muito próximas e pilhas de caixas pelo chão. Cada sobrevivente que encontrava dava as mesmas ordens que para a família de comerciantes anteriormente salva.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Ouviu então gritos pedindo misericórdia, muito próximos. Sorrateiramente tentou ficar a menor distância possível para ver o que estava acontecendo. Era um centauro jovem e bem afeiçoado para os de sua raça, sua pele diferente dos outros era negra na parte eqüina, e seus longos cabelos lisos, também negros, atingiam a parte eqüina. Sua pele branca na parte humanóide era alva, e estava ornamentada com toda a variedade de jóias possível, inúmeros colares cobriam seu tronco do pescoço até a cintura, braceletes e braçadeiras cobriam os braços e anéis os dedos. Segurava pela cabeça com apenas uma das mãos um homem moreno, de meia idade, vestindo roupas luxuosas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não preciso mais de você, verme! Agora já tenho o que vim buscar - e com um apertar de mãos esmigalhou a cabeça do homem como se fosse uma fruta, espalhavam-se no chão a seus pés os restos da existência daquele ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O novato ficou desesperado, e não conseguiu agüentar. Vomitou próximo aos cascos de Brisa. Estava bem escondido atrás de algumas caixas e os outros barulhos encobriram o seu, e o centauro assassino não o ouviu. Em suas mãos o centauro carregava uma pequena caixa de madeira, bem trabalhada. Dela retirou um pequeno manuscrito em couro enrolado e amarrado com uma fita negra. Desenrolou-o e sorriu. Robin ao se recompor pôde ver e ouvir o monstro ler os escritos, mas não conseguiu identificar uma palavra daquele estranho idioma. Ao final do recital, o ser fechou seus olhos, foi então que algo magnífico aconteceu. As jóias que adornavam seu corpo tornaram-se negras no lugar de seu brilho prateado e dourado e começaram a dançar pelo ar, sem se soltar do corpo do centauro. Os músculos dele se enrijeceram e seu corpo tremia, quando as jóias entravam por sua pele e se tornavam marcas negras, manchas ou tatuagens. Todas aquelas jóias agora faziam parte de seu corpo, e se movimentava por sua pele, como aparições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Finalizado seu rápido ritual jogou o pequeno manuscrito nas chamas próximas. Um estrondo foi ouvido quando as chamas alcançaram o pequeno pedaço de couro e enquanto queimava uma luz púrpura e rosa brilhou forte, tão forte que iluminou todo o local, fazendo com que alguns dos centauros parassem as atividades que estavam preparados para fazer e ficassem espantados com a luz fantasmagórica que subia em direção às estrelas. Saindo das chamas como um fantasma. Foi a chance que Duncan precisava. Ele se recompôs rapidamente e foi na direção de seus adversários. Os arqueiros olharam em direção à luz, esperando algo acontecer, sem pensar no que acontecia ao redor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Acelerou o passo de Golias, e antes que pudessem recobrar a consciência da confusão que o brilho causou dois dos arqueiros estavam agora mortos à porta do estábulo, e o outro estava próximo demais para utilizar-se de seu grande arco, do tamanho de um elfo e feito de ossos, contra o nobre. O sobrevivente dentre os arqueiros correu em direção a outros centauros que vinham da porta da estalagem em direção ao nobre, brandindo suas armas e gritando ferozmente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Seu braço doía muito e agora eram cinco contra um, contando com o arqueiro fugitivo. A fumaça incomodava muito, assim como as cinzas que agora caíam do céu com mais freqüência, uma verdadeira nevasca, impedia a visão. A luz gerada pela destruição do pergaminho cessou, e o fogo agora era imperativo, nada seria capaz de detê-lo. Bastavam aos dois salvar o maior número de pessoas possível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Robin estava perdido, não sabia o que fazer com tal criatura, certamente não seria capaz de combatê-la. Forças fantásticas rodeavam aquele ser, e ele não era mais do que um jovem com uma espada &lt;st1:personname productid="em punho. Limpava" st="on"&gt;em punho.  Limpava&lt;/st1:personname&gt; incessantemente seus olhos tentando tirar as manchas vermelhas de sua visão enquanto pensava em algo a se fazer, mas antes que pudesse tomar qualquer forma de iniciativa o centauro foi em direção a seus companheiros na estalagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Os cinco preparavam-se para o combate, um entre eles, o arqueiro fugitivo, preparava-se para lançar uma flecha enquanto os outros investiam &lt;st1:personname productid="em carga. O" st="on"&gt;em  carga. O&lt;/st1:personname&gt; assobio da grande flecha foi ouvido pelos que estavam correndo aumentando sua moral, fazendo com que eles acelerassem. Mas Duncan com um golpe de sua espada quebrou a flecha que vinha de encontro. Os centauros se assustaram, mas não o suficiente para que parassem. O arqueiro continuou então com mais um disparo. Dessa vez a habilidade do cavaleiro não foi o suficiente para impedir o golpe, bem de encontro com seu ombro esquerdo. Agora o braço estava realmente inutilizado. A batalha seria dura e praticamente impossível de sobreviver, não fosse pela ordem dada pelo líder deles que apareceu por detrás das caravanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Parem, agora mesmo! – Ordenava o líder para os que investiam em direção ao nobre. – Já temos o que viemos buscar, agora deixem para o fogo e a fumaça a finalização do trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Nesse instante proferiu algumas palavras e gestos, enquanto suas tatuagens dançavam pelo seu corpo hipnoticamente. Em seguida uma fagulha vermelha saltou de seus olhos e de sua mão, estendida em direção ao nobre, que parou no ar e lenta e progressivamente começou a sugar todo a fumaça e fogo que saiam das construções. Vendo essa aberração da natureza todos os centauros cessaram seus ataques e tarefas de horror e partiram, seguindo as direções que o líder ordenava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Um problema a menos, o fogo se extinguira. Mas concentrava-se em um único ponto de chamas e fumaça. As cinzas caíam com menos intensidade e o vento que sugava a fumaça lançava-as em direções aleatórias. Robin estava perdido no meio daquilo tudo, e não tinha reação. Uma grande massa formada por fogo e fumaça concentrado se formava ao redor da fagulha lançada pelo líder dos centauros. Durante esse processo, a melhor coisa que Robin conseguiu pensar em fazer foi cavalgar na direção de seu tutor. Duncan retirou o escudo que lhe pesava o braço causando uma dor ainda maior agora que tinha o braço quebrado, e arremessou-o para longe. Com um golpe quebrou a flecha que o infligia tanta dor. Segurava firme a presilha de sua capa no ombro oposto com a mão do braço quebrado na tentativa de deixá-lo imóvel. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Um rugido se formou no centro da fagulha, um rugido que foi se tornando cada vez mais agudo, como um grito de horror, até se sair como um uivo do além. A massa amorfa formada ao redor da fagulha se concentrou e com o cessar do uivo saltou em duas partes mostrando-se agora como dois lobos, vorazes e sobrenaturais. Formados não de ossos e carne, mas sim de fogo e fumaça. Lentamente caminhava circundando os dois cavaleiros, intimidando-os. Robin tremia de medo, mas ao observar os olhos brilhantes de Duncan, por entre o pequeno buraco do elmo, fitando as duas criaturas, se sentiu melhor. Uma sensação de proteção o atingiu, mas ainda tinha medo. E Duncan, imponente, sabia que sem seu escudo poderia ser ferido mortalmente em combate e tentando proteger o garoto muito mais facilmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Os lobos flanqueavam e rosnavam. Quando repentinamente em um salto foram de encontro aos corpos do jovem e do velho. Suas bocas abertas revelavam chamas ardendo em seu interior como seus olhos vermelhos e intimidadores. Girando sua grande espada no ar com uma das mãos Duncan proferiu um golpe de mestre em uma das criaturas que instantaneamente se tornou cinzas, explodindo em forma de calor. Mas se recompondo inteiramente ao tocar o chão por trás do nobre. Já Robin foi derrubado de seu cavalo e estava rolando no chão com canino infernal sobre ele, tentando devorá-lo. Como as chamas devoram seus combustíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Aos poucos a túnica de Robin se tornava parte das cinzas que estavam por todo lado. O simples toque da criatura queimava suas roupas. Suava com o calor e com os movimentos, o sangue em seu rosto já estava ressecado e sua cabeça doía. Próximo dali Duncan praticava uma luta infindável, que finalizava e reiniciava a cada golpe de sua espada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Robin desesperado tentava alcançar sua espada que estava caída não muito distante de onde estava, mas não conseguia se livrar da criatura, e aos poucos sua carne ia queimando, ardia e doía. Duncan por sua vez tentava pensar em uma forma de derrotar tais criaturas. Tinha que pensar rápido e se livrar de seu adversário, para poder então ajudar o novato em maus lençóis. Resolveu então ganhar tempo, sem gastar tanta energia quanto combatendo. Quando desferiu o último golpe e a criatura se desfez em mais uma explosão de calor partiu em cavalgada saindo da área do estábulo, em direção à estalagem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Como combater uma criatura daquelas, um ser das trevas? Fumaça e fogo eram sua carne e ossos, não poderia ser detida pela espada do nobre, muito menos pela do novato, que gritava na medida em que seus braços queimavam. Duncan então teve uma idéia, e essa seria sua única chance. Cavalgou em linha reta desviando e saltando sobre os corpos dos combatentes e vítimas dos centauros. Robin desesperava-se tentando livrar seus braços para alcançar a espada, mas não teve nenhuma oportunidade. Foi quando ao rolar pelo chão sentiu o objeto que estava em seu cinto, próximo à bainha. O punhal de Kilaron. Sorriu para a criatura enquanto ela tentava mordê-lo. E com um movimento rápido sacou o punhal com um movimento longitudinal que acertou em cheio a mandíbula da criatura, que se desfez inteiramente em cinzas e brasas. O garoto estava surpreso! O que aconteceu? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Olhando envolta tentando encontrar Duncan enquanto retirava o pó de cinzas e as brasas de seu corpo, só conseguiu ver sua silhueta enquanto saltava de Golias em um golpe suicida. O cavalo saltou por sobre o poço que ficava em frente ao Entreposto, enquanto a criatura seguiu o salto de Golias Duncan saltou de sua montaria na tentativa de levar a criatura ao fundo do poço. Indo às profundezas do poço junto com ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Robin só conseguiu ver que tanto Duncan como a criatura caiu dentro do poço largo e profundo. O garoto não pensou em suas feridas ou cansaço e correu a pé até o poço na tentativa de salvar seu tutor. Chegando lá ouviu gemidos e grunhidos. Duncan se dependurava pelo braço quebrado enquanto segurava a espada com a outra mão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Rápido, novato. Não demore tanto em me tirar daqui – dizia Duncan aos gritos de dor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sorridente o garoto ergueu o velhote apelo braço quebrado, fazendo surgir um grito e mais uma discussão seguida de um sorriso largo e as palavras “Belo trabalho, garoto”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O cheiro de carne queimada e todo o caos instaurado naquele lugar incomodavam gravemente tanto o jovem quanto o velho, mas o segundo não demonstrava seu descontentamento abertamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Cinzas e brasas foram o que restou do Entreposto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Aos poucos restauraram alguma ordem à região, levando os sobreviventes para um local próximo, onde armaram um acampamento improvisado com as lonas e equipamentos de viagem carregados pelas caravanas. Dali podia-se ver as ruínas em que o Entreposto se tornou, mas estava distante ao suficiente para não sentir mais o cheiro da morte. O problema dos centauros começava a tomar proporções que desagradavam o nobre, e ele mesmo daria cabo da situação e daquele feiticeiro se fosse necessário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Mais uma noite sem descanso para Robin e Duncan, não conseguiam dormir, apesar de desgastados e bem feridos. Passaram parte da noite cavando buracos e enterrando os mortos. Os que podiam ser identificados por algum familiar ou amigo era enterrado de acordo com um pequeno rito de sua religião, a medida do possível que a situação permitia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;No raiar do dia estavam ainda encobertos de poeira, e suas feridas tratadas de maneira precária. Mas nada mais poderia ser feito agora que estavam adormecidos, sentados de costas um para o outro e segurando suas armas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Sonhos perturbadores e perguntas encobriram o sono dos cavaleiros. Mas nada poderia ser respondido agora. Em dois dias Kilaron estaria ali, então alguns dos mistérios poderiam ser revelados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-8610237603366797310?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/8610237603366797310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=8610237603366797310&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/8610237603366797310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/8610237603366797310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2007/09/parte-iii-fogo-e-fumaa-brasas-e-cinzas.html' title='Parte III – Fogo e fumaça, brasas e cinzas, ossos e carne'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/Rt3OqyxniDI/AAAAAAAAAEM/XSIEo5Roa1M/s72-c/AAA+-+sign+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-4066935339108296478</id><published>2007-08-27T22:50:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:33.917-02:00</updated><title type='text'>Parte II - O visitante inesperado</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Boa Noite mais uma vez, galera.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Segunda postagem minha seguida. Espero que o restante da equipe poste algo em breve, porque eu já estou preparando as continuações que estão por vir para a minha história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns que não se sentem a vontade lendo meus textos porque são grande, eu simplesmente peço desculpas, certamente o restante da equipe vai ser menos "entediante" para vocês, afinal de contas alguns contos devem estar por vir, e normalmente são mais curtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, boa leitura a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RtOA3ixniCI/AAAAAAAAAEE/AiCXs74LWvg/s1600-h/AAA+-+sign+06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RtOA3ixniCI/AAAAAAAAAEE/AiCXs74LWvg/s400/AAA+-+sign+06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103564494456981538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;Parte II – O visitante inesperado&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Martha não tirava os olhos do recém chegado, mesmo sendo uma velha mulher sábia e conhecedora de muitas histórias, muitas delas sobre elfos, ainda se mantinha surpresa com seus traços das orelhas, cabelos, olhos e sua postura ao falar e se movimentar. Ela já havia quebrado uma xícara e sido pega perdida em pensamentos ao menos três vezes na mesma noite. Uma experiência prática não pode ser comparada ao conhecimento teórico puro e simples, ainda levando-se em consideração que os relatos que tinha sobre a raça de Lorin eram apenas folclore e ditos populares. Era uma mulher de velhas crenças e superstições, com resposta a todos os problemas domésticos e alguns de origem mística. Entretanto foi apenas aparecer um ser daqueles em sua sala de jantar que ficou surpreendida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Os elfos têm, distintamente, três etnias de origem segundo a lenda de seu povo. Essa lenda retrata um fato acontecido durante a Grande Guerra dos Dragões, naquela época a raça dos elfos ainda era primitiva e vivia em totalidade como nômade dentro da Floresta de Aéra. Dividia-se em três grandes clãs: o clã de Lorin, o clã de Adenkar e o clã de Fulgor. Três clãs irmãos que viviam em paz, e estavam unidos em aliança para sua própria sobrevivência durante a Grande Guerra, uma vez que a Floresta de Aéra era um dos maiores pontos estratégicos da região. Tratavam-se como iguais os três grandes líderes dos clãs que receberam seus nomes e juntos combatiam as forças invasoras da floresta. Uma aliança militar foi forjada entre os elfos seguidores de Lorin e os Dragões da Luz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;As batalhas destruíam a floresta cada vez mais, uma vez que o poder dos Dragões da Luz mesmo que para defendê-la ainda era alvo de forças externas destrutivas muito poderosas. E a cada combate parte da floresta desaparecia. Foi quando em um ritual nefasto desesperado Adenkar destruiu sua existência e na tentativa de impedi-lo, também a de Lorin, assim como a dos Dragões da Luz. Feito isso um poderoso encantamento foi lançado sobre todos os que viviam na Floresta de Aéra, encantamento esse que durou até o fim da Grande Guerra e fez com que a floresta e o povo dos elfos sobrevivessem à poderosa força destrutiva dos dragões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Finalizada a Grande Guerra o povo de Adenkar foi amaldiçoado e banido da floresta. Rumaram então para oeste, além das terras dos bárbaros, onde sua história tornou-se obscura e desconhecida pelos que ficaram. O povo de Fulgor não pôde continuar na floresta depois do banimento dos seguidores do falecido Adenkar, sentiram-se em parte culpados por não interferir no ocorrido entre ele e Lorin. Rumaram para as terras selvagens do leste, onde ocuparam novas terras entre a Grande Floresta e o Rio Brilhante e se denominaram os elfos selvagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Assim se conta a lenda, pelos elfos da Floresta de Aéra, do advento da divisão dos elfos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;O visitante em questão era de linhagem militar, mas ainda assim seu porte físico chegava apenas bem próximo ao de Robin. Visivelmente em suas vestes marrons de couro viam-se símbolos, escritos em seu alfabeto em alto relevo, pintados de dourado escuro. Assim como uma capa vermelha, que junto aos seus trajes, fazia alusão ao militarismo dos elfos. Estava completamente sujo e não carregava nada além de suas armas, nenhuma mochila ou provisão. Ele era um elfo de pura raça do povo de Lorin. Cabelos escuros e lisos de cor próxima ao negro, na altura dos ombros contrastavam com olhos azuis. Dentre os cabelos saltavam orelhas alongadas e pontiagudas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Martha continuava constantemente se perdendo em seus pensamentos enquanto ia e vinha da cozinha. O jantar não parecia agradar ao elfo, e suas palavras sussurradas não agradavam à curiosidade da velha. Já o jovem Robin aparentemente se entretinha com o objeto presenteado a ele como sinal de boas vindas pelo inesperado visitante momentos antes, naquela mesma noite de outono, após o susto no bosque. Que se mostrou amigável ao trazer notícias de dentro da Floresta de Aéra para o veterano protetor daquelas terras. Ou ao menos era o que esperavam o velho e o jovem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- Não há necessidade de hostilidades, ó Guardião do Corredor do Oeste – Esse título foi dado pelos elfos, ao nobre Sir Duncan como parte de sua gratidão, além das terras que hoje ele chama de lar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- Não está lidando com qualquer um, elfo. Agora saia desses arbustos e pegue de volta sua maçã. – Duncan dizia imperativo e ainda desconfiado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Nesse instante Robin já a tinha em mãos, e observava como a adaga a havia inteiramente atravessado. Duncan apesar de utilizar-se de uma postura altiva e imponente estava com seus pensamentos eufóricos. Que motivo faria um elfo de Lorin sair da floresta e viajar até suas terras, senão o de enviar uma mensagem? E o que seria essa mensagem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- Foi apenas um teste, guerreiro ancião. A carne dos humanos envelhece e para de funcionar, não é como a dos elfos. Como pode ver, aparento não mais de trinta anos, enquanto já vivi mais de três séculos antes de seu tempo. Inclusive vi de perto seus feitos em batalha no Corredor do Oeste. – disse o elfo enquanto saia do arbusto de espinho apenas com arranhões em sua capa vermelha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Robin estava surpreso com cada palavra dita pelo elfo. E pela habilidade com a qual escapou dos espinhos, sem nem ao menos um arranhão. Seus passos leves acariciavam o gramado do bosque mais do que o pisava. Era baixo para os padrões humanos, não passava muito de um metro e meio. Entretanto seus movimentos eram suaves e ágeis. Ao se encurvar diante do herói de guerra. O vento soprava cada vez mais forte, movimentando a capa vermelha como se fosse parte de si, e a lua começava a se mostrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- Kilaron, da Guarda das Folhas de Outono. A seu dispor, guardião.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;O velho se sentiu novamente orgulhoso, como se sentiu há muito tempo durante o pós-guerra, quando foi condecorado e recebeu seus títulos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- Levante-se, elfo. E nos acompanhe até o lugar onde passará a noite. Agora devolva a ele a maçã Robin. – virando o cavalo em direção à trilha e seguindo devagar em direção à sede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Confuso o novato apenas esticou o braço que segurava a maçã com o punhal e abriu a mão. O soldado élfico rapidamente retirou a maçã de sua mão e no lugar colocou um punhal prateado, belíssimo. Sua empunhadura era trabalhada no formato de duas asas e a lâmina era encurvada dos dois lados cortantes dando uma impressão triangular ao punhal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;- Fizemos uma troca, trate como um presente. – disse o elfo ao sumir por entre os arbustos, mordiscando sua maçã após retirar o punhal de Duncan dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Seguiram calmamente, Robin e Duncan, pelo mesmo caminho que fizeram. O elfo sumiu da visão do garoto, e Duncan conseguia apenas distinguir um ou outro vulto por entre a vegetação sem cobertura da floresta se preparando para o inverno. O vento soprava cada vez mais forte e frio, o céu estava limpo e a lua cheia de outono brilhava tanto quanto na noite anterior, mas não o suficiente para banir a escuridão que encobria o elfo enfiado no bosque. O garoto estava muito incomodado com a situação de ser seguido dessa forma, mas ele estava empolgado com a situação de aparecer algo novo, e nesse momento ele mesmo já havia pensado nos motivos os quais trouxeram o elfo para essas terras, e chegou às mesmas conclusões que Duncan. Entretanto o novato ainda não havia se questionado algo que realmente incomodava o nobre: há quanto tempo estavam sendo vigiados?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Quando o bosque terminou, e só restou uma velha estrada de terra que seguia na direção da antiga casa da colina, abandonada, nenhum sinal do elfo estava à mostra. Aparentemente não havia muito lugar onde pudesse esgueirar-se. Não se sabe se estava escondido ou realmente atrasado, mas passou-se algum tempo até que o elfo emergiu das árvores, sorriu para os dois acenando com a cabeça e continuou o caminho com passos largos, acompanhando os cavalos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;Passada a saída do bosque subiram o caminho da colina. Ao passar pelo casebre abandonado Kilaron proferiu palavras que acertaram em cheio os pensamentos de Duncan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Vocês humanos se esquecem muito rápido das coisas. O tempo de vocês corre e vocês não têm a capacidade de alcançá-lo, perdem-se tentando fazer com que pare de correr tão rápido ao invés de acompanhá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Memórias de quando lhe foram dadas aquelas terras vieram a mente de Duncan. Passou muito tempo vivendo naquele casebre, hoje abandonado, até que a sede de sua fazenda fosse completamente construída. Robin por outro lado, se mantinha confuso e ainda não havia conseguido entender as palavras do elfo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Chegando à sede Duncan ordenou ao novato que desfizesse o trabalho anterior com os cavalos e os alimentasse devidamente. Quanto ao elfo, foi convidado a se hospedar em um dos quartos de visitantes da sede, entretanto ele pediu permissão do senhor das terras para simplesmente se alojar na casa do alto da colina. Ainda duvidoso sobre o assunto, Sir Duncan permitiu que fosse feito o desejo do visitante, ele entendia que os elfos têm certas diferenças de padrões e pensamentos em relação aos humanos. Também tem necessidades fisiológicas diferentes, os elfos não dormem. Eles apenas meditam durante quatro ou cinco horas, em total silêncio, e prontamente estão dispostos a um novo dia, e isso poderia trazer certos problemas. Um desconhecido de terras distantes perambulando pela casa enquanto ele ainda estivesse adormecido não seria agradável. Entretanto como parte da permissão, o nobre exigiu que estivesse presente como convidado para o jantar. E no dia seguinte após o desjejum discutiriam o que traria o visitante até sua presença. Apesar de estar extremamente curioso e não conseguindo parar de pensar nas possíveis respostas para aquelas perguntas ele sabia que não deveria se apressar um elfo, ou ele poderia ficar de mau humor. O tempo é diferente para eles, e apreciam cada instante lentamente e progressivamente. Mas esse elfo tinha problemas que não deveriam ser medidos no tempo dos seus, e por isso não tardaria a revelar suas aflições reais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Durante o jantar o elfo não tratou dos assuntos que o trouxeram de suas terra natal, ele ainda era um elfo. A conversa com Duncan foi mais para uma recordação dos tempos em que ele estava a serviço da coroa durante a última guerra. Falavam sobre as terras do Reino de Lorin e do Corredor do Oeste. Mas não adiantava perguntar ao elfo sobre mudanças e como as coisas estavam agora, para ele tudo era praticamente igual, apenas mudanças sutis. Duncan não estava mais acostumado com o espírito dos elfos, e como o tempo não os afetava. Mas não era nada que não pudesse reaprender, e ele se sentia bem, pois com o elfo ali presente ele se sentia mais perto do passado do que em qualquer momento dos últimos vinte anos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A verdade era que muita coisa havia mudado, mas para Kilaron, pela educação élfica, foi treinado a observar as coisas &lt;st1:personname productid="em ess￪ncia. E" st="on"&gt;em essência. E&lt;/st1:personname&gt; assim as tratava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O Rei de Lorin estava mortalmente doente e não aparecia mais &lt;st1:personname productid="em p￺blico. Um" st="on"&gt;em  público. Um&lt;/st1:personname&gt; conselho de treze sábios e sacerdotes, doze representando cada província do reinado e um representando o rei fúnebre, se reuniu para escolher treze regentes, um para cada província. A escolha dos regentes havia acontecido há quinze anos. Para o elfo, por outro lado, as coisas não haviam mudado tanto, em essência o Reino de Lorin se mantinha no mesmo lugar e seu povo era o mesmo, e isso era o que valia de importante para o visitante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O povo dos Caçadores da Floresta, uma raça de centauros, meio homens e meio cavalos, que anteriormente tinha relações amigáveis com os elfos, principalmente os comerciantes de vinho e os patrulheiros da floresta, estava no meio de uma guerra civil. Um entre eles, chamado de Baradysk, havia reunido os mais jovens e estava em rebelião contra as tradições de seu povo, inclusive contra a relação pacífica com os elfos. Dessa forma e relação entre o povo de Lorin e os Caçadores de Floresta estava desequilibrada, não se sabia mais se um centauro era amigável ou não, e muitos patrulheiros haviam sido assassinados por centauros nos últimos dois anos de guerra civil entre os centauros. A situação estava atingindo pontos críticos. Mas para o elfo aquilo era nada menos do que uma simples relação entre povos vizinhos, considerava talvez uma pequena mudança uma vez que Baradysk encontrava-se fugitivo com parte dos rebeldes centauros, e não se revelava. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A fragilidade na relação entre os centauros e elfos trazia consigo problemas mais sérios, que nenhum entre os presentes na sala de jantar de Sir Duncan ainda havia pensado. Segredos maiores relacionados à época de Adenkar, Lorin e Fulgor foram guardados entre eles e os centauros. Os centauros faziam um grande papel de equilíbrio entre forças maiores dentro da floresta e os elfos, mas agora o rebelde Baradysk ameaçava todo esse equilíbrio. Articulando controle sobre forças esquecidas pelos antigos e desconhecidas pelos mais jovens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Mas esses eram apenas alguns assuntos discutidos pelo visitante como pequenas mudanças que poderiam significar algo para os humanos, além da sucessão natural do mundo como dizia o elfo. A situação dele relacionava-se com algo maior para que Kilaron pessoalmente tivesse que ir à presença do Guardião do Corredor do Oeste.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Como pode ver, guardião, não há tanta mudança assim no que se referem aos elfos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Após uma breve risada Duncan respondeu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Mudanças não são o forte dos elfos. – deu um gole em sua taça de vinho – Entretanto algo deve ter mudado, ou estar mudando não é mesmo, Kilaron?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A fisionomia do elfo mudou para uma face de estátua sem expressão, mas em poucos instantes abriu-se um sorriso de aceitação. Estava satisfeito pelo herói de tempos atrás ainda manter uma mente e corpo sãos e treinados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Sim, meu amigo. Mas já está tarde, a viagem foi desgastante. – com um movimento de pescoço olhou para o garoto do outro lado da mesa, e em seguida voltou seus olhos para Duncan, que acenou com a cabeça como entendo do que se tratava – Virei pela manhã pegar uma caneca de água no poço entre o casebre aonde me alojarei e esta grande casa. Por agora, irei me retirar. Nenhuma mudança será brusca o bastante para em uma singela noite transformar floresta em deserto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Fez um movimento de saudação para a confusa Martha e deixou o salão com um aceno. Robin então começou uma conversa sobre seus pensamentos em relação ao elfo com o velho, que se surpreendeu com o discernimento do garoto capaz de chegar quase às mesmas conclusões que ele. Entretanto a sabedoria e experiência de Duncan faziam estar seus pensamentos sempre um passo a frente dos do garoto. Mas dessa vez o novato conseguiu enganar tanto o velho quanto o visitante, ambos acharam que ele passara o jantar inteiro brincando com o punhal que ganhou mais cedo. Estava sim prestando atenção em cada movimento do estranho visitante, que o surpreendeu. No fim das contas entendeu que o elfo gostaria de falar em particular com Duncan, e sua presença não era bem vinda à discussão do que quer que se trate, mas o garoto já sabia o local e a hora da conversa. Bastava apenas estar lá furtivo e de orelhas &lt;st1:personname productid="em p￩. E" st="on"&gt;em pé. E&lt;/st1:personname&gt; estava disposto a tal atitude, afinal de contas, poderia ser sua chance de fazer algo grandioso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Durante a madrugada, Robin, foi até o estábulo. Preparou os dois cavalos do dia anterior, mas dessa vez levou consigo rações e provisões para uma viagem de uma semana. Deitou sobre o feno e adormeceu até o nascer do sol por sobre o bosque iluminando a colina. Já Duncan, durante a noite alta, polia e tratava de seu antigo equipamento, sabia que a situação já não era boa no que o elfo considerava pequenos acontecimentos e normais à Floresta de Aéra. Preparava-se para algo grandioso, algo digno dos títulos que carregava. Removeu das prateleiras e molduras todos seus equipamentos, que não mais seriam apenas lembranças como objetos decorativos. Seu elmo, espada e escudo foram polidos durante um longo tempo até adormecer em sua poltrona da sala, a segurar o elmo entre os braços como uma criança dorme a segurar um urso de pelúcia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Martha entrou pela sala, durante a madrugada. Estava tão, ou mais, agitada do que os dois homens de quem cuidava. “Eu sabia que esse orelhudo levaria vocês para longe de mim, mas tratem de voltar” pensava Martha enquanto retirava o elmo dos braços do nobre e o cobria com um cobertor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Após meditar durante o tempo necessário o elfo saiu do casebre abandonado, que estava todo empoeirado e bagunçado, mas ainda inteiro e era o lugar silencioso de que precisava, e foi em direção ao riacho, ao sul. Lavou-se e esperou os primeiros raios de sol cruzar o céu para que fosse se encontrar com o herói. Nesse meio tempo, buscou algo entre plantas e raízes para se alimentar, um verdadeiro patrulheiro que poderia sobreviver em uma floresta sem problemas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Quando o primeiro raio de sol lançou-se pela janela, atingiu a espada de mão e meia de Duncan que estava preparada para recebê-lo e lançá-lo em direção ao nobre, que despertou com a luz irradiada em seus olhos. Era uma tática militar para acordar os soldados ao nascer do sol, originou-se do Culto de Aurum, o justo. Portador da Luz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Ainda sonolento o velho guerreiro descobriu-se da manta e apanhou seus pertences, anteriormente preparados. Sua espada brilhava como nunca, estava novamente afiada e mantinha-se tão mortal quanto antes. O leão desenhado em seu escudo em formato de pipa parecia vivo, saltava aos olhos e seu elmo estava simplesmente esperando ser vestido novamente. Sua antiga túnica negra e dourada cobria a armadura de placas feitas de aço, acompanhada pela capa que arrastava se pela escada enquanto descia em posição de combate segurando a espada com uma das mãos apontando o céu e o escudo cobrindo-lhe o peito e ombro esquerdo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Martha não havia dormido e saiu de surpresa pela porta lateral do salão principal, assustando o sonolento cavaleiro, carregando consigo um embrulho de algo que cheirava muito bem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Boa viagem, mi lorde. – e uma lágrima escorreu-lhe pelos olhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Obrigado, fiel Martha. – ressoava a voz do herói por debaixo do elmo ainda aberto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;A armadura de placas fazia barulho enquanto o cavaleiro andava em direção a sair da casa, esperava que o barulho não despertasse o jovem Robin, pois não poderia levá-lo consigo, era inexperiente e certamente a tarefa não seria segura. O garoto seria a partir de agora o dono das terras e seria o novo lorde. Viveria a vida como preferisse. Enquanto Duncan reviveria o passado glorioso. Mal sabia ele dos planos do garoto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Já estavam ele e o elfo à beira do poço quando Robin acordou por entre o feno macio do estábulo. Via a silhueta dos dois pela porta do estábulo, e apressou-se em sair pela janela dos fundos e caminhar até uma pilha de feno que ele mesmo colocou mais próxima do poço na noite anterior. De lá poderia ouvir melhor a conversa dos dois e se esconder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Saudações, Herói! – dizia o elfo ao se encurvar diante de Duncan.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Levante-se e me trate por igual, agora me diga a mensagem que tem para mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Como quiser, Duncan. – disse ao erguer-se – Uma ameaça desconhecida destrói a distante província de Davos, no interior da Floresta de Aéra. Muitas de nossas forças estão ocupadas com a segurança de outras províncias, a rebelião de Baradysk tem demandado quase todos os esforços por parte das forças de proteção de Lorin. A Academia de Ailwyn perde muitos formandos nos últimos anos, vítimas da insegurança que a rebelião gerou ou dos próprios rebeldes. São apenas crianças... – o elfo enraiveceu-se ao pensar nos jovens mortos, como poderia acontecer com Robin - Não temos forças para combater e investigar essa ameaça desconhecida. Precisamos de sua ajuda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Eu aceito ajuda-los, em nome de minha espada. Honrarei o título me dado de Guardião e irei diretamente para Davos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não, velho Duncan. Davos fica muito distante, é a província mais isolada de todo o Reinado, precisaria de um guia ou se perderia em seu interior. Vou guiá-lo até Ailwyn, onde encontrará um guia dentro da Academia e reforços vindos de outros lugares, e seguirá para a primeira província, de encontro ao Regente. Tetzel o aguarda lá com uma caravana que seguirá até Davos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Que assim seja! – pulava Robin por detrás da pilha de feno – Os cavalos estão preparados para a viagem. – sorria vendo que não estavam preparados para encontrá-lo naquele instante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Surpresos, tanto o elfo quanto o velho, ficaram se entreolhando tentando descobrir como não o ouviram ou viram se esgueirar por ali. Duncan até mesmo perdeu de sua mente questões que gostaria de ter feito a Kilaron. Sorriu e disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Você me surpreende, novato. Talvez mereça prosseguir conosco até Ailwyn, e como for, será internado na Academia para continuar seu treinamento até que eu volte ou seguirá à Borin. – dizia orgulhoso o velhote.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- É escolha sua, guardião. Não posso garantir a segurança dele diante das ameaças. Espero que seus treinos possam mantê-lo vivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Ficarei muito bem, obrigado pela confiança! – dizia o garoto debochando da ameaça de Kilaron. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Pegue os cavalos e provisões para uma semana. Há um Entreposto entre a fazenda e Ailwyn onde podemos nos preparar melhor e seguir rumo Aéra. Partiremos assim que eu pegar suas coisas, novato. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Duncan entrou novamente em casa enquanto o garoto terminava os preparativos e o elfo aguardava à beira do poço. Subiu até seu quarto, olhando fixamente o quadro do corredor que refletia sua aparência e sorriu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Não é tão velho assim, você consegue. – dizia para o retrato pintado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Pegou um pacote pesado, separado e empoeirado e o carregou até os estábulos. Entregou-o a Robin e disse, simplesmente: “É seu! Vista-se e vamos”. Dentro dele havia uma cota de malha e uma espada longa, assim como uma túnica preta e dourada parecida com a sua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Partiram então pelo caminho no qual encontraram o elfo, atravessaram o bosque, rumo a oeste para onde o vento soprava. Rumo à Floresta de Aéra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-4066935339108296478?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/4066935339108296478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=4066935339108296478&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/4066935339108296478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/4066935339108296478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2007/08/parte-ii-o-visitante-inesperado.html' title='Parte II - O visitante inesperado'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RtOA3ixniCI/AAAAAAAAAEE/AiCXs74LWvg/s72-c/AAA+-+sign+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-1267205775700984309</id><published>2007-08-23T16:09:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:34.139-02:00</updated><title type='text'>Parte I - O velho e o jovem</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;    Bem galera, esse é o primeiro post. Nele vou começar a contar uma história de fantasia que terá continuidade com as próximas partes. Espero não demorar a postar novamente, e qualquer dúvida: comentários e emails serão bem vindos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Quem tiver dificuldades em ler pela página do blog envie-me um email para o endereço que está no meu profile solicitando o texto, e eu responderei enviando de volta o texto em um arquivo no formato PDF, em anexo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Vamos ao texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/Rs3foSxniBI/AAAAAAAAAD8/CTNLVk5yuEY/s1600-h/AAA+-+sign+06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/Rs3foSxniBI/AAAAAAAAAD8/CTNLVk5yuEY/s400/AAA+-+sign+06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101979836208351250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;Parte I – O velho e o jovem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  A lua do outono fazia seu reflexo no elmo recém polido de Sir Franz Duncan enquanto ele o segurava à beira de uma das janelas do grande salão do segundo andar de sua casa. Casa essa que era a sede de suas terras, concedidas por sua bravura em guerra servindo nos Reinos do Oeste.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  Não passava de um grande bosque rodeando uma fazenda onde ele passou a fazer fortuna criando e adestrando cavalos e éguas para as mais difíceis situações. As mesmas pelas quais o antigo cavalo do nobre passou durante suas batalhas. E isso fazia deles os melhores daquela região, uma vez que poucos tinham conhecimento de como treinar um cavalo para não ter medo das mais horrendas situações que uma guerra pode proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  Apesar de não ser daquela região, Sir Duncan amava suas terras tanto quanto a batalha. O leão. Protetor do extinto-Grande Reino. Herói de guerra. Guardião do Corredor do Oeste. Agora aposentado e envelhecido pelo tempo, mas ainda assim herói, mesmo após vinte anos. E isso fazia dele ídolo do jovem Robin. O garoto de 17 anos sentava-se no chão frente à lareira observando o velho guerreiro polir seu antigo pedaço de armadura enquanto conversavam após o jantar:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  - Você conseguiu me vencer novamente no percurso de cavalgada que fizemos essa tarde, novato – era como ele se referia ao seu protegido aprendiz. – Está começando a ser bom em alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;  - Hora essa, Franz. Já faz mais de um mês que nem chega perto de meu cavalo enquanto competimos. Eu sou bom nisso não é de agora. E antes da cavalgada quase o acertei com a espada de madeira enquanto duelávamos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Não venha se gabar por ser mais veloz enquanto andamos pelo bosque e pulamos por sobre alguns troncos podres e raízes, novato. E lembre-se do que aconteceu após baixar a guarda para “quase” me acertar com aquele golpe. Ainda tem muito a aprender. Mas espero que não precise...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Não o entendo...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Esqueça, garoto. Você tem o que aprender, todos nós temos, só não vai acontecer enquanto anda pelo bosque.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Então me ensine, velho Duncan. Afinal de contas, eu ainda serei um grande herói como você.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Ouvindo isso o velho careca enrugou sua testa olhando fixamente seu elmo enquanto retratava em sua mente os capítulos das batalhas que o tornaram herói, e todo o sangue derramado nelas. Lembranças de amigos e família assolados pelo desastre da guerra trouxeram mágoa ao coração ainda forte de Franz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Após um suspiro falou altivo, retomando sua posição de nobre e guerreiro:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Espero que siga seu caminho, novato. E cumpra seu destino.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Meu destino me trouxe você, velhote. Tenho muita sorte por isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A expressão do velho se alterou drasticamente ouvindo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Acha que tem sorte? Que os deuses sorriram para você quando eu o encontrei perdido por essas terras? Pois se lembre, novato, instantes antes de encontrá-lo seus pais desencarnaram... Mortos de forma brutal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; O garoto silenciou-se e abaixou a cabeça, virando-se em direção ao fogo ardente na lareira. Encolheu as pernas ao corpo e esperou que Duncan continuasse a torturá-lo. Certamente o garoto teria sonhos com o dia de seu primeiro encontro, após essa conversa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Filho de alfaiates. Nunca se esqueça disso, novato. Mortos! E isso não faz de você uma pessoa de sorte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Raivoso, bateu com a mão em sua poltrona acolchoada, que absorveu o impacto e não gerou todo o barulho que um golpe daqueles normalmente provocaria. Gesticulando no ar para ninguém ele continuou:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Você deixou de viver por entre os mercadores, para ser meu escudeiro. Do grande herói! Sozinho na vida... Sem família e nem ninguém...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Enquanto pausadamente falava as últimas palavras, seu tom de voz diminuía até se tornar silêncio. Seus braços descansavam deitados nos braços da poltrona após a batalha de gestos contra o ar. O velho descrevera seu próprio estado: sozinho e sem família.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Vá dormir, amanhã teremos mais treinamentos, e não vou pegar leve.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Como quiser, Sir Duncan.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; As palavras frias e tristes, como o tom de voz do garoto, cortaram o coração amolecido com o tempo do velho. Tudo que o velho tinha além de seus bens materiais eram aquele garoto e as lembranças do passado que ele o fazia ter enquanto praticavam seus exercícios e conversavam. Não fosse o garoto o velho teria se tornado um solitário endurecido pela guerra e realmente sem ninguém. Seria um velho triste e assombrado por fantasmas da guerra, quem sabe até mesmo se já não estaria junto a eles.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Mas a verdadeira tristeza do herói do passado não provinha da solidão ou da falta que fazia a ausência de amigos e família, e sim de não haver mais batalhas a serem lutadas por ele. A paz trazia tranqüilidade a seu corpo, mas inquietude a seu coração desejoso de aventuras. E ele sabia disso, e se sentia uma pessoa pior por isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Velho egoísta! – dizia para si mesmo enquanto colocava o elmo de volta sobre a lareira onde era seu lugar, agora como peça decorativa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- É capaz de desejar uma nova guerra simplesmente para colocar em prática sua esgrima, não? Lembre-se, você não é mais o mesmo. Vinte anos se passaram e, mesmo não sendo um ancião, você perdeu todo aquele vigor da época.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Suspirou com o peso da realidade após passar por um retrato, feito a poucas semanas por um pintor, pendurado ao fim do extenso corredor principal do segundo andar. Seu bigode, que percorria o rosto até o queixo, já estava branco e há muito tempo tinha poucos fios cabelos na cabeça. Apenas os que cobriam a nuca até chegar às orelhas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Já é hora de deixar as flores de antigas primaveras desabrocharem. O novato não é mais um menino, velhote. Deixe-o tentar ser o herói que um dia você foi... Afinal, ele aprendeu com você.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que ele não sabia era que heróis serão sempre heróis e nem mesmo o tempo pode tirar isso deles. A tristeza do guerreiro aposentado fazia mal ao privá-lo da realidade sobre si, mas fazia com que Robin tivesse a chance de provar a ele o que realmente era. Heróis não são criados, mas sim descobertos. E por mais que fosse seu desejo, o jovem teria sorte se fosse ao menos metade do que o nobre era.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Na manhã do dia seguinte Sir Duncan acordou mais tarde que o de costume. Seus pensamentos roubam-lhe o sono. A mesa do desjejum estava posta e Martha, a única pessoa empregada contratada para cuidar da manutenção da sede da fazenda, trazia uma bacia repleta de frutas colhidas no bosque por Robin enquanto seu mestre perdia a hora.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Costumava ser menos preguiçoso, velho Duncan – dizia o garoto animado, como normalmente deve ser um garoto daquela idade. Sem um respingo de rancor pelo sermão da noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Respondendo ao comentário com um bocejo, o velho descia as escadarias lentamente, coçando o olho direito e tateando o corrimão da escada que cobria como um arco a sala até a mesa principal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;- Bom dia, Martha.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Bom dia, Mi lorde.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Nem um “bom dia” recebo mais? – reclamava Robin com sarcasmo, enquanto a velha Martha ria consigo mesma e se retirava da sala.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Vejo que colheu mais dessas frutas vermelhas pelo bosque novamente essa manhã, novato.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - São fáceis de se encontrar, mas os pássaros têm comido a maioria delas, então ficam furadas ou estragadas na maioria das vezes. Como sabe que fui eu quem as colheu?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Você nem se deu ao trabalho de lavar as mãos, estão manchadas de vermelho, assim como a sua túnica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Vai ficar aí falando de manchas e frutas ou vai comer?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Enquanto comiam Franz se manteve a comer calado, enquanto o jovem não parava de falar sobre as frutas, árvores e pássaros que vira pela manhã. Ao se sentir satisfeito o nobre levantou-se e disse:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Agora que já comemos vá ao estábulo e prepare Golias e Brisa para que cavalguemos pelo bosque.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Mas eu ainda não terminei!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Coloque um punhado de suas frutas em uma sacola e coma durante o caminho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Mas...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Vá logo, novato! Não seja desobediente.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Carregando toda a travessa de frutas consigo o garoto saiu pela porta tropeçando e esbarrando na parede com pressa, deixando para trás um velho sorridente e de barriga cheia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Após a saída do garoto, Duncan, prontificou-se a preparar os equipamentos necessários para algo mais do que uma simples cavalgada no bosque pela manhã. Os treinamentos de Duncan costumavam ser bem puxados e variados, combates corporais e exercícios aeróbicos eram de praxe dentro do treinamento que aplicava ao jovem. Um verdadeiro treinamento militar somente para o garoto. Para sua sorte, ou azar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; No estábulo Robin terminava de preparar Brisa, uma égua branca que adestrou e tratava como sua apesar de ser mais uma das éguas das terras de Sir Franz Duncan. Brisa era uma das éguas mais rápidas já vistas por Duncan, a mais rápida dentre todas em sua posse, o que fazia com que os olhos do nobre brilhassem sobre ela. Além de sua velocidade exemplar o treinamento que o jovem cavalariço fez com a égua tornou-a uma verdadeira raridade. Golias não fazia por menos, era um belíssimo cavalo negro com detalhes em branco na pelugem da crina, próximo aos cascos e em sua fronte. Grande e forte. Era um cavalo mais jovem que Brisa, entretanto havia sido treinado pessoalmente como montaria de Sir Duncan. O que fazia dele o cavalo mais cobiçado de todo o estábulo, conhecedor de todos, ou quase, os truques que o nobre poderia ensinar. Talvez não fosse o cavalo mais esperto de todos entre os treinados por Duncan, mas certamente ele não deixava a desejar, o que combinado à prática dos treinos fazia dele uma peça chave em qualquer ocasião inesperada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Robin comia as frutas e terminava de amarrar as ultima tiras de couro da sela de brisa, contente consigo mesmo e com a chegada de mais uma manhã para seu treinamento. Foi quando Duncan apareceu no estábulo Fazendo um bocado de barulho ao jogar uma mochila de lona grossa no chão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Está pronto, novato?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Em alguns instantes, mi lorde.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Franz começava a inspecionar o trabalho do garoto, que não deixou nada a desejar. Golias estava exemplarmente preparado para a cavalgada. A velha sela militar do nobre, limpa, parecia nova em folha, apesar de uma ou outra “cicatriz” no couro, continuava sendo uma verdadeira obra prima.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; O velho passava a mão na crina do cavalo lembrando-se com nostalgia de momentos que somente ele poderia descrever. Mas agora não era momento para divagar sobre histórias do passado com o garoto. Que estava visivelmente empolgado e ansioso pelo início do treinamento daquele dia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Venha, garoto. Estou esperando por você no bosque – E subiu na cela de seu cavalo deixando para trás a bolsa pesada – E não se esqueça de trazer a bolsa!&lt;br /&gt;Dentro dela havia um verdadeiro caos formado pelos mais variados objetos que usavam em seus treinamentos, de cordas a pedaços de ferro e armas velhas. Tudo bem mal organizado e sem cuidados.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Após terminar de selar Brisa, Robin lançou a bolsa no lombo de sua montaria e partiu em direção ao bosque, onde Duncan já o esperava com um percurso preparado, marcado com galhos, folhas e rabiscos feitos com galhos no chão. O garoto passou pela sede da fazenda, depois desceu uma pequena colina, onde ficava uma casinha velha e abandonada, que dava para um riacho e dali seguiu rumo ao bosque, passando pela planície cercada onde ficavam soltos os cavalos ainda sem treinamento, um homem consertava a cerca e observava o garoto passar com entusiasmo cavalgando sua bela égua branca.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; O bosque era grande e o outono fazia com que ele tivesse uma aparência ainda maior. As árvores descobertas faziam aparecer um horizonte de gravetos secos apontando aos céus. O riacho não passava por essa parte onde eles treinavam o que não atrairia nenhum animal com sede que pudesse impor perigo aos dois. Entretanto Duncan sempre se mantinha em alerta para movimentos e barulhos diferentes. Mesmo estando descobertas a maioria das árvores ainda havia arbustos e algumas delas ainda folhadas que poderiam servir de abrigo ou esconderijo para algo furtivo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; O treinamento do garoto naquele dia foi o mais puxado de todos os tempos. Duncan não parava de exercitar-se e o garoto não podia deixar de acompanhá-lo. O corpo com pouco mais de cinqüenta anos de idade do velho fazia desafio ao do jovem que não havia chegado ainda aos vinte. Foi a prova de fogo para Robin, o dia que Sir Franz Duncan teria certeza antes de abrir mão de seu escudeiro para torná-lo um homem dono de seu próprio destino.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Corridas, saltos, cavalgadas e combates. Fizeram de tudo o que havia para se fazer no campo das armas e exercícios. O vento frio das noites de final do outono soprava fazendo com que o bosque ficasse desolado e assustador ao anoitecer. Era hora de voltar e descansar o corpo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Ainda no campo, fatigados pelo dia estafante e também felizes por conseguirem ambos passar por todos os testes, o jovem por provar aprender tudo que o velho o ensinara, e o velho por conseguir acompanhar as manobras de um jovem, nada mais restava aos dois do que uma bela refeição, mas não sem antes discutirem um pouco.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Passe para cá aquela sacola de frutas, novato – dizia o nobre faminto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - É toda sua, velho – rindo após dar-lhe uma sacola vazia e manchada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Acha-se engraçado?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Acho!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Então vá buscar mais frutas – e arremessou-lhe a sacola que caiu encobrindo o seu rosto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Velho resmungão! – reclamava após sujar o rosto com todo o resto das frutas vermelhas que bem manchavam – Por que não vem junto e aprende a colhê-las?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Hora porque – por um momento pensou em responder “porque sempre estará aqui para pegá-las para mim”, mas lembrou-se de que havia decidido dar-lhe a liberdade para seguir seu horizonte em breve – por que... Porque não?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Virou gago, velhote? – partindo em corrida em direção ao bosque deixando para trás o velho antes que pudesse responder com algo que o reprimisse.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; O caminho que percorreram pelo bosque não era muito habitado de animais, e nem muito variado de plantas. Por ali não corria um riacho nem nada do gênero o que dava aparência de uniforme a todo o lugar. Arbustos, árvores e rochas, tudo muito parecido. Exceto pelos pássaros que passavam com freqüência por ali, pássaros vermelhos e marrons, verdes e alguns negros. Pássaros não faltavam naquele lugar. O que atraia um ou outro falcão e gavião faminto por aves pequenas. Duncan pensou consigo: se eu fosse um pássaro gostaria de viver por aqui, se fosse um falcão, gostaria mais ainda. Preparavam-se para a parte final do outono quando migrariam para terras ao leste, distantes dali.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Chegaram a uma parte do bosque onde às árvores eram maiores e em maior quantidade, uma área de mata mais fechada. Duncan se fazia observador sempre olhando ao redor, mas tentando não mostrar preocupação. Sabia-se lá que tipo de animal poderia saltar do alto de uma árvore ou de dentro de um arbusto. Ou até coisa pior que animal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Pouco a sua frente estava o novato desmontado a catar suas frutas em um arbusto grande e cheio de pontinhos vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Cuidado, esses arbustos tem espinhos – dizia o garoto que esperava a companhia do nobre em sua atividade de coleta.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Não costuma ver nada de diferente por essa parte do bosque normalmente, novato?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Diferente? – perguntava confuso o jovem que não pensava em nada além de suas deliciosas frutinhas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Diga-me: que tipo de animais costuma encontrar por essas bandas?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Apenas os pássaros de sempre, uma ou outra lebre e cervo. E raramente escuto alguns uivos quando venho por aqui de noite. Nada de “diferente”. – após alguns segundos de silêncio o garoto continuou – Bem... Uma vez eu vi um lagarto muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - É mesmo? – disse o velho com um tom de voz ausente buscando algo com sua mão esquerda por detrás da bolsa de lona.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Sim... Oras mas...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Foi quando Duncan arremessou uma faca em direção ao garoto que passou por cima do ombro e acertou algo do tamanho de uma maçã que iria bater diretamente no rosto do garoto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Robin caiu sentado no chão surpreso. Não tinha reação senão buscar em sua bota por uma adaga, que estava sempre ali escondida, e sacudir no ar tentando ameaçar o que estivesse à espreita.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Achei que fosse mais corajoso, e mais atento, novato.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - O que diabos? – dizia ao procurar pelo chão o que o acertaria não fosse o golpe de Duncan. E realmente era uma maçã, agora uma maçã atravessada por um punhal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; Virando-se para o arbusto ao lado, mas não muito próximo o veterano disse:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt; - Mostre-se, elfo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-1267205775700984309?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/1267205775700984309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=1267205775700984309&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/1267205775700984309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/1267205775700984309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2007/08/parte-i-o-velho-e-o-jovem.html' title='Parte I - O velho e o jovem'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/Rs3foSxniBI/AAAAAAAAAD8/CTNLVk5yuEY/s72-c/AAA+-+sign+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-7389319839361081653</id><published>2007-08-19T15:39:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:34.755-02:00</updated><title type='text'>Banners</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Saudações galera,&lt;br /&gt;agora a coisa anda! Está terminada toda a parte gráfica do blog. E eu gostaria de agradecer toda a ajuda que Leonardo Charra(Heavensoldier) prestou com seus conhecimentos e práticas no photoshop. Valeu Leo! ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aqui estamos nós preparados para começar a postar nossos artigos. E eu venho apresentar os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;banners &lt;/span&gt;de cada autor, para que o leitor possa reconhecer quem escreveu o artigo estará ante dele uma imagem personalizada feita para cada autor, uma espécie de assinatura.&lt;br /&gt;Abaixo seguem as quatro faixas que caracterizarão os autores presentes atualmente na equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiSESxnh_I/AAAAAAAAADs/Xckx4OYsCmE/s1600-h/AAA+-+sign+06.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiSESxnh_I/AAAAAAAAADs/Xckx4OYsCmE/s400/AAA+-+sign+06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100487180454168562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiPyyxnh8I/AAAAAAAAADU/9yqqEASxYMo/s1600-h/%C3%89rika+-+sign.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiPyyxnh8I/AAAAAAAAADU/9yqqEASxYMo/s400/%C3%89rika+-+sign.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100484680783202242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiPyyxnh8I/AAAAAAAAADU/9yqqEASxYMo/s1600-h/%C3%89rika+-+sign.jpg"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiQASxnh9I/AAAAAAAAADc/ufQ0l67WeOo/s1600-h/samnhein+-+sign+05.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiQASxnh9I/AAAAAAAAADc/ufQ0l67WeOo/s400/samnhein+-+sign+05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100484912711436242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiQICxnh-I/AAAAAAAAADk/lpKyd5DbEAg/s1600-h/Simei+-+sign.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiQICxnh-I/AAAAAAAAADk/lpKyd5DbEAg/s400/Simei+-+sign.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100485045855422434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-7389319839361081653?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/7389319839361081653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=7389319839361081653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/7389319839361081653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/7389319839361081653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2007/08/banners.html' title='Banners'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsiSESxnh_I/AAAAAAAAADs/Xckx4OYsCmE/s72-c/AAA+-+sign+06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3572899785069648198.post-6488035513378503504</id><published>2007-08-14T00:07:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T00:42:34.771-02:00</updated><title type='text'>Boas vindas</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Bem vindos, todos os leitores, a este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pessoalmente fazendo os últimos retoques no template e assim que estiver pronto e definido como definitivo começarei a postar o início de minha história, que será um conjunto de capítulos sequenciais envolvendo personagens em uma saga de fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o idealizador do blog portanto estou a cargo de organizar toda a equipe. Já está fazendo parte dela Simei e já foram convidados mais dois membros, que espero eu se juntem a nós num futuro bem próximo. Fora eles outros podem vir a se juntar à equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que passem bons tempos lendo o que for publicado e mantenham contato por email ou comentando as publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, divirtam-se. E até o início das publicações.&lt;br&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eytB0y72GSQ/RsJ4jZ1rhkI/AAAAAAAAADE/19UGskFFujo/s1600-h/Samhein+-+sign+02.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3572899785069648198-6488035513378503504?l=cartas-elficas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/feeds/6488035513378503504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3572899785069648198&amp;postID=6488035513378503504&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/6488035513378503504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3572899785069648198/posts/default/6488035513378503504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartas-elficas.blogspot.com/2007/08/bem-vindos-todos-os-leitores-este-blog.html' title='Boas vindas'/><author><name>Arthur Agwan Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14972551194721057213</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-mG_mGfpe0tU/TqwZGxzotaI/AAAAAAAAAJo/kJXPyOxLrFk/s220/d20.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
